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Bandera de Portugal Portugal · Estocolmo 1975

"Madrugada" de Duarte Mendes, Eurovisión 1975

Portugués

Resultados

Final
16ºde 19 16puntos

Actuó en 16º lugar

De qué habla

Un homenaje al pueblo portugués y a la revolución que le devolvió la libertad, nacido del recuerdo de quienes murieron sin saber por qué y de quienes resistieron en silencio. Celebra el despertar de un país que se redescubre a sí mismo y llama a cantar y abrazarse en esta nueva madrugada, un año después de la Revolución de los Claveles.

Letra

Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida no medo
E a raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio
Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue em fogo
Da escuridão a abrir em cor
Do braço dado e a arma flor
Fazem-se as margens do meu povo

Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acorda vozes, arraiais
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais

Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia

Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega
Acordem vozes e arraiais
Cantem despertos na manhã que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais

Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais, abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais

Autores

José Luís Tinoco